Um novo mundo abriu-se em fenda (por sorte) bem embaixo de meus pés. Devo confessar que tive medo de entrar, não sou do tipo de garota que costuma enfiar-se em mundos novos, muito menos em fendas (?), mas o que eu poderia fazer? A minha volta, uma multidão gritava: “Pula! Pula! Pula!” – embora muitas daquelas pessoas estivessem tentando me segurar pela blusa, bem sei. Até que chegou a hora: eu segurei a mão de tantas pessoas quanto pude e entrei... Mas as outras pessoas ficaram, tinham de procurar suas próprias fendas no destino. E, de repente, eu me vi sozinha naquele novo mundo, completamente deslumbrada com a quantidade de cores que encontrei – nem sei se graças ao guache ou à magia e à consistência de sonho que aquela experiência possuía.
Eu sei que, assim como no mundo antigo, nem tudo são flores – muito menos cores – então, bem, desejem-me boa sorte nessa jornada, ok? E anotem o meu número porque eu pretendo só seguir em frente, sem previsão de retorno.
- Thamires Araujo
* Em "O Maravilhoso Mágico de Oz", a personagem principal, Dorothy, é levada por um ciclone à desconhecida e distante terra de Oz. Seguindo instruções de habitantes do lugar, ela segue uma estrada de tijolos amarelos que a levará ao castelo do Mágico de Oz, sua esperança de voltar para casa.